segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Querido cérebro...



Será que dava pra parar de pensar um pouco nele? Só por alguns minutos vai só o tempo de dormir um pouco, minhas olheiras já estão aparecendo.   Será que você não cansa de passar o dia e a noite lembrando-se dele, mesmo sabendo que ele irá voltar?
É parece que o único jeito é fazermos um trato. Só assim conseguirei minhas adoráveis noites de sono de volta, aquelas que eu tinha antes de conhecer ele. Sim você terá que esquecê-lo, mais claro se lembrará dele de vez enquanto, mais terá que colocar em um cantinho ai que ele se foi e poderá não mais voltar. Ah você também terá que me acostumar a dormir sem aqueles carinhos, abraços e aquele olhar que me hipnotizava, sabe aquele beijinho de boa noite? Pois é já era. Sei e entendo o quanto será difícil, mais o tempo nos tornará forte para levantar a cabeça e seguir em frente, quem sabe um dia nossos destinos se cruzem de novo.

Com carinho Eu.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Estou bem... mal.

"Que olheiras são essas? Não tá dormindo de novo? Eu estou cansada, só isso. Você nunca se sente cansada. Pois é, agora eu me sinto. Você está mentindo. (…) Me responde. Tanto faz. Sempre reclamou tanto que eu nunca te respondia e agora faz o mesmo. É o que a convivência faz com a gente. Tá fazendo de novo. O quê? Fugindo do assunto. Você sabe que me irrita. Eu to indo embora. Não vai. Por quê? Porque tá frio, e você tá cansada. Mas eu não fico cansada. Então, vai. Não quer que eu fique? Quero, Tá, tanto faz. Fica? Se você pedir com jeito. Por favor. Por favor o quê? Fica. Tá bem, vou pensar. Não tem essa de tempo pra pensar. Eu tenho todo tempo pra pensar que eu quiser.  Então? (…) Não vai me responder de novo? É que tu me estressa. E isso quer dizer que tu vai ficar? Pra sempre."

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sobre fragilidade e proteção.

Faz mais ou menos uma semana que tudo acabou, não sei ao certo - parei de contar o tempo depois que te vi saindo pela porta. Só sei que eu venho chorando, respirando e existindo. Minhas garotas não me deixaram por um segundo sequer, com medo de que eu faça qualquer tipo de bobagem. Você sabe como eu sempre prefiro o silêncio e a solidão nesses momentos de tristeza profunda, não sabe? Elas não falam nada, mas me olham com uma cara que contém a mais genuína pena. Esse é o meu momento mais frágil, eu me encontro completamente debilitada, sem vontade de fazer nada. Agora que não te tenho mais aqui, eu percebo que a minha armadura há muito tempo se quebrou, fugiu, deixou de existir. Talvez só tenha evaporado no ar. Então, quem me protegia de tudo, era você. Eu não tinha mais medo do escuro, da altura, do abandono. Você era a minha proteção, meu escudo. Engraçado como eu nunca tinha reparado nisso, porque agora me parece tão óbvio. Você sempre foi minha barreira invisível contra o mundo, aquilo que me mantinha em pé, que me dava forças para não desabar. Com toda a simplicidade do universo, você sorria e me fazia ter vontade de sorrir também. Mas agora você se foi, e eu estou começando a reparar nos danos que essa tua partida causou em mim. Não é segredo para ninguém - eu estou destruída. Nem meus olhos permanecem da mesma cor. Agora só me sobrou aquele vazio. Na cama, no sofá, na cadeira em frente à mesa onde você costumava sentar. Só sobrou aquela sensação de perda que me deixa à beira do precipício da insanidade. E agora, o que eu faço comigo mesma? Eu sempre me achei tão independente, mas percebo que isso sempre foi apenas um sentimento de falsa segurança, porque eu dependo de você, o tempo todo. Mais do que eu pensei que precisasse. Se você tivesse a coragem de olhar nos meus olhos nesse momento, você não encontraria a garota por quem você se dizia apaixonado. Apenas uma rasura mal feita dela, um rascunho do que deve ser uma pessoa completa. Eu me tornei só corpo, e esqueci minha alma contigo. Tá tudo tão clichê, tão errado. Eu sempre fui tão forte… Porque não consigo resistir a você? O que você tem de tão especial que me prende tanto ao teu encanto? Tá tudo totalmente fora do lugar, e as coisas só vão se ajeitar quando você e a minha camisa favorita voltarem para casa.